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sábado, 10 de outubro de 2009

Crise Econômica Mundial: O que aprendemos com ela?



Crise Econômica é uma das palavras mais ditas nos tempos atuais, e infelizmente as abordagens feitas sobre esse tema tem se resumido a ponderar sobre quais soluções tirarão da lama as grandes empresas e as grandes economias mundiais, e não se vê uma abordagem realmente crítica sobre o que de fato provocou a crise econômica mundial, e está provocando o colapso ecológico visto por nós todos os dias na TV sob a máscara das catástrofes: A crise ética/ humanística e a crise ecológica.

A crise econômica mundial é uma crise ética, porque é resultado de poucas pessoas que se apoderaram de quase toda riqueza do mundo, riqueza esta que em grande parte se tornou fictícia, e resultou na quebra dos bancos e conseqüentemente na quebra das grandes seguradoras. Quando se precisou que os títulos se transformassem em dinheiro de verdade, não havia dinheiro, e a falta de crédito e de confiança fez com que os investimentos parassem. Assim a crise provocada pelos ricos fez com que os trabalhadores ficassem sem emprego, e, pior, teve a riqueza que os impostos dos trabalhadores geraram direcionadas a ajudar os promotores da crise.

No mundo todo, 80% da riqueza está concentrada nas mãos de 20% da população mundial, e essa pequena parcela da ricos, responsável única pela crise, acabou gerando sua própria saída. É como se o ladrão que nos roubou viesse pedir ajuda pra manter sua riqueza, e nós o ajudássemos sem saber que estamos ajudando. Para sair da crise, grandes empresas receberam mais ajuda em dois anos do que recebeu o continente africano em mais de 40 anos. Infelizmente tal fato não está ensinando o mundo a perceber que somente uma visão humanística nos salvará do caos. Enquanto não mudarmos a lógica do desenvolvimento, pobres continuarão pagando pela crise, e ao sair desta crise, a próxima crise, cada vez pior que a antecessora, será só um questão de tempo - como já previa Karl Max a milhões de anos. Mas até lá, não sabemos se haverá mundo para viver uma crise mundial.

O capitalismo gerou uma lógica de produção/ consumo que devasta os recursos naturais terrestres. A mãe Gaya reage a este ultraje, e o desequilíbrio provocado pelo homem acaba gerando grandes catástrofes naturais. Tem ficado cada vez mais comum ouvirmos notícias como “a maior catástrofe dos últimos cem anos”, “o maior terremoto dos últimos 80 anos”, a maior enchente dos últimos 30 anos”, ou seja, cada catástrofes que tira a vida de milhares de inocentes é o grito de desespero da mãe terra contra os que tem uma visão efêmera de desenvolvimento.

Leonardo Boff, um dos grandes ecologistas do mundo, costuma dizer que a terra produz já 40 % acima do limite. E se tivéssemos 100% da população mundial rica ao invés de 20 %, precisaríamos de pelo menos mais três planetas Terra para suprir a demanda produtiva, porque esses ricos, baseados no modelo de consumo estadunidense, enricam pra esbaldar e desperdiçar. Portanto, essa crise também é uma crise ecológica. Ecologistas do mundo todo afirmam que se não mudarmos radicalmente a forma de desenvolvimento e de consumo, até 2025 podemos estar vivendo o apocalipse climático. Se a crise econômica já esboça uma superação, ainda que superficial, a crise ecológica grita todos os dias com os índices de desmatamento aumentando, e o aquecimento global provocando secas e alagamentos, além de seguidos terremotos e ameaças de tsunami.

É uma pena que recaia sobre aqueles que verdadeiramente denunciam os meandres da crise o estigma de bagunceiros, desordeiros e outras vãs ciladas midiáticas. Somente com a ampliação de debates públicos, com a população ciente de seus direitos e seus deveres, e consequentemente organizada em favor de um objetivo único poderemos sair realmente da crise humanística e ecológica que vivemos. Se são os exageros que afastam do gosto popular as lutas, somente com a apropriação do povo dessas demandas poderemos ter não só a melhora das práticas militantes em voga, mas também, tão somente, poderemos ter um futuro melhor irradiando luz em nossas janelas obscuradas pelo manto da hipocrisia e do cinismo das elites.

Um comentário:

Ananda disse...

Gostei deste texto.
tipo,gostei do q vc falou sobre o meio ambiente,tipo ,é difícil as pessoas se importarem com isto.kra isso me dá raiva,me dá raiva as pessoas viverem jogando lixo no chão,como se fosse comum,não ligam nem um pouco com o q vai acontecer..