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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

A Igreja como ela é

A partir de hoje, de vez em quando eu vou contar histórias que catei nos "bastidores" das mais diversas denominações cristãs. Não revelarei nomes nem locais precisos, ao mesmo tempo em que não inventarei nada além disso. Será uma postagem ecumênica, quebrando assim qualquer barreira denominacional que possam distinguir qualquer coisa de qualquer coisa a respeito disto.

Inspirado na Obra de Nelson Rodrigues, eu também digo que não é exatamente com satisfação que afirmo o presente conto da vida real e dou fé, pois no fim, são histórias (quase) como todas as outras...


Mocidade

Chegaram praticamente juntos ao Culto da Mocidade. Já se conheciam de vista, mas como chegaram atrasados e ficaram longe de onde estavam sentadas as "panelas" de cada um, começaram a conversar. No início era um papo trivial, até que o olhar de um para o outro passou a ser a comissão de frente de uma porção de alas com fantasias aparentemente exóticas para aquele ambiente. Houve momentos em que um chamou o outro pra falar nada de importante, apenas para não deixar aquele desfile com coreografia improvisada acabar.

Ao fim do culto, descobriram que moravam perto um do outro, então, acabou ele indo para a casa dela. Ela estava só em casa naquela noite. O pai da moça era vigilante e a mãe dela estava viajando. Os dois entraram, e da feita que fecharam o portão estavam num pátio isolado da rua. Na porta da sala, os dois deram continuidade ao desfile iniciado outrora, e apesar da pausa gritante entre a alegoria anterior e a de agora, é possível dizer que não perderam nem um ponto no quisito harmonia. O beijo aconteceu de forma tão envolvente e ao mesmo tempo tão automática que nem um dos dois soube dizer como foi exatamente que chegaram ali.

Ao fim do primeiro beijo, perceberam que cada um ainda estava com a bíblia na mão, e foi dela a iniciativa de colocar as duas bíblias no canto da porta. O segundo beijo, não se sabe se pela atitude anterior dela, ou por qualquer outro motivo, foi bem mais pegado. Ele ficou excitado, e ela, se já não estava, ficou ao sentir a pressão dele contra ela. A mão dele desceu até o quadril dela, e com uma força moderada a puxou contra ele, talvez pra fazer ela sentir ainda mais a pressão, ou porque a pressão que ele dava era uma forma de aliviar um pouco da dele. Os dois continuaram se beijando; um beijo cada vez mais ardente, e após a mão dele percorrer uma deliciosa trilha pelo corpo dela, a mão dela foi a porta estandarte da noite.

No início ele não entendeu porque ela tentou colocar a mãozinha por dentro de sua cueca, na verdade no início ele achou bem estranho. Ela fez duas tentativas, e na segunda, por instinto, ele percebeu o que ela queria. Ele então encostou seu mundo no dela, ainda que o mundo dela ainda estivesse coberto pelo último manto, o que não os impediu de experimentar uma pequena porção do paraíso. Quando aquilo já estava passando daquilo que ela se permitia fazer naquele momento, ela o afastou, e mentiu dizendo que seu pai estava para chegar. Ele então pegou a sua respectiva bíblia (meio contrariado pelo fim, mas muito mais satisfeito pelo caminho percorrido) e saiu pelo portão, dando-lhe um beijo de despedida. Depois ela pegou sua respectiva bíblia e entrou também. Entretanto, talvez eles tenham demorado um pouco mais para voltar ao mundo que conheciam de cor. Palpite meu.


PS: Nem todas as histórias em meu "banco de dados" são tãããão suaves assim...

8 comentários:

Sil disse...

Puxa que história...
E quantos detalhes heim....

;)

Bjos

Luna Sanchez disse...

Uia!

Essa mescla do divino com os termos profanos do Carnaval, ficou uma delícia de ler, guri! Tu abusou dos detalhes, mas com delicadeza.

Li, gostei, reli, quero mais.

Beijos, dois.

ℓυηα

Se7e/5 disse...

Os comentários que aí embaixo, foram postados no se7emeio.blogspot.com, por um portuga vigarista e o 2º comentário pela amiga brasuca que, segundo rezam as crónicas, faz sessão de streap no msn para esse portuga. As restantes batem palmas e dão saltinhos de felicidade.

“Há uma tristeza muito grande nos corações dos lusitanos: essa fração tão insignificante e imbecil que insiste em se achar inteligente! Mas só se acha, meu povo! Ele não é! Gostaria, mas falta-lhe cacife, culhões, esperteza e humanidade! Coitado! Dá uma pena!!! Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk”

“7 e meio!
Adoro o seu blog. Você é corajoso, inteligente, escreve bem, tem carisma. Vou te seguir e virei sempre ler as tuas postagens inteligentes e dinâmicas!
O quê? Você acreditou??? uhuauhuauhuauhuauhuauhuauhuauhuauhua Que burro! Tô te tirando pra bobo, sete quintos e não sete e meio. Faltou às aulas de matemática também, além de todas as outras. kkkkkkkrsrsrsrskkkkkrsrsrskkkkkrsrs
Fala sério!”

Assim, se chega a conclusões fodidas, sobre máscaras e capas de verniz que estalam.
Assim, se7e/5 lamenta que o exclusivo de malcriação lhe esteja sendo usurpado sem autorização prévia. Impropério, afinal não é só de exclusiva responsabilidade do se7e/5, o que muito entristece minha pessoa. Sinto muita tristeza em meu coração e estou seriamente pensando em encerrar meu blogue de referência malcriada e grosseira. Quero que saibam que prezo muito a minha humilde ignorância. Se preciso for, farei uma petição pela blogosfera, para que o http://se7emeio.blogspot.com, encerre para sempre. Os meus fodidos agradecimentos à populaça blogosférica e, muito especialmente, a esse Portuga amigo que tanto gosta de foder a luas e sóis por aí. E grato também pela contribuição de verbos, setes e outros poetas. Estou chorando de dor e meu coração está desfeito.

Ajudem este pobre se7e/5! Poderão fazê-lo enviando lencinho de papel para o seu blog.

Muito obrigada!

Batom e poesias disse...

Passei e li tudo o que ainda não tinha lido. Juro que nem precisei de "paciência homérica".
Seus textos são uma delícia de ler, assim como o seu bom humor.

Nem sei por onde começar a comentar, então... resumindo: Gostei de tudo!

beij♥cas de batom

Déia disse...

Ai a igreja...e suas histórias...

Salve-se quem puder..

bj

Jamylle Bezerra disse...

Ficou muito bacana o texto. O recado foi dado de um jeito sutil, gostoso de ler.

Gostei!

Bom restinho de semana pra vc!!!!

:)

Sara disse...

Olá estou a gostar demasiado disso aqui, boa história, bela maneira de se colocar a verdade como ela é...abraço

Alline disse...

Irresistível o último parágrafo!