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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

O Canalha - Caça 10

A poça d’água continuava parada enquanto uma moça caminhava distraída na calçada ao lado dela. Atrás da moça um homem vinha ainda mais rápido na direção contrária de um caminhão, ao encontro dela. O caminhão passou, a poça se mexeu e a água invadiu a calçada. Mas a mulher estava longe do alcance da água suja graças às mãos do Canalha. Não havia mais poça e sim uma calçada molhada. E para aquela mulher aquele não era mais um colega de trabalho com fama de galinha, era um colega de trabalho com fama de galinha que sabia pegá-la com força e jeito no braço e tinha um sorriso lindo quando se prestava a ser simpático e não apenas mais um dos meninos gaiatos da empresa.

Ele fez alguma brincadeira sobre a situação de salvamento enquanto ela não prestava a atenção em nada. Alguns segundos antes a garota distraída caminhava com a mente em outro lugar. Reflexiva, recordava como a vida amorosa dela estava em crise. Um rapaz que havia conhecido há dois anos e com quem construíra tantos planos e sonhos estava saindo com outra, conforme ela soube ao ler uma mensagem no celular dele por volta das 6h daquele dia. Uma hora depois andava em conflito consigo, pensando em qual tipo de pessoa ela era antes daquele relacionamento, até o caminhão passar.

Naqueles grandiosos segundos nas mãos de um canalha ela rememorava o quanto gostava de pegadas com força, de tapas na cara, puxões no cabelo e depois fazer o companheiro gozar com fio terra. Mas isso tudo antes de namorar um rapaz cujos pudores o impediam de maiores ousadias na cama. Analisou que antes da mensagem no celular já havia notado um relacionamento esfriando. Vieram-lhe aquelas noites de amor ortodoxas nas quais ela por algum tempo tentou demonstrar sinais de insatisfação, mas ele nunca entendia. Tentava assumir o comando – como gostava de ser a dona da situação –, mas ele nunca deixava. Todavia, era tudo tão bom fora da cama que se prestou a tentar ver algo bom nas duas ou três posições e na rapidez de sempre. Antes aquelas noites frívolas eram compensadas com muita ternura e um namoro bonitinho, mas agora já tinham sabor de quase nada. De obrigação. Então ela fechou os olhos e sentiu a mão do Canalha apertando o braço distraída e deliciosamente.

Estavam meia hora adiantados pro trabalho. Ele estava há dois segundos achando já o comportamento dela muito exótico quando foi abraçado subitamente. Ele também a abraçou, mas do único jeito que sabia. Apertado. Envolvente. E a notou na ponta dos pés. Querendo encostar. Acochar. O Canalha mal começou ficar ereto quando ela o beijou. Ele correspondeu. Ele percebeu que aquilo era sério mesmo quando ela mal encostou os lábios e foi logo lhe enfiando aquela língua grande e Volumosa. Cumprida. Gostosa. Chupou e depois se deixou sugar. Ela quase arranca a língua dele, mas foi bom. Se largaram. Se olharam. Ele a puxou novamente pelo braço. “Meu Deus, o que estou fazendo?”, se perguntou a menina enquanto iam para o carro dele estacionado próximo dali. O veículo tinha vidros suficientemente escuros a ponto de verem o chefe passar enquanto ela o despia da calça. Trocaram algumas carícias intensas e depois ela o mandou deitar. Ele tentou deitar devagar, mas foi empurrado. Sentiu como ela gostaria daquilo e tentou puxá-la, mas a mulher se livrou das mãos dele, suspendeu os braços e disse quase com os dentes travados: “fica assim”. Ele entendeu. Ela queria do jeito dela. Ela ficou mais molhada ainda porque ele não apenas obedecia. Ele correspondia.

Virou de costas pra ele, soltou os cabelos, empinou o bumbum e voltou a cabeça pra trás enquanto se fazia penetrar. Antes, porém, ela esfregou a cabeça do membro dele no clitóris. Esfregou, esfregou, esfregou... “Pega meu cabelo”, falou a mulher depois de sentar em tudo. Ele enrolou na mão e segurou firme as madeixas longas, quase feitas p'raquilo. Puxou levemente e depois com força quando a ouviu sussurrar “puxa direito”. Após cavalgar sozinha, rebolando e pressionando a região clitoriana como queria no pau dele ela levantou e pediu pra ele se sentar. Deitou-se ela e pediu pra ele vir. Tentou ir devagar, imitando o que ela fizera anteriormente, mas a dona não queria assim. “Vem”, disse com uma voz de repreensão se inclinando e puxando-o pela bunda. Com as mãos ela ditou o ritmo do quadril dele, enquanto ela se curvava, se espremia na lateral do carro e arreganhava as pernas. O máximo. “Me bate!”. Ele batia. “Mais forte!”. Ele batia. “Me morde!”. Ele mordia. Ela gozou mordendo os lábios e revirando os olhos. O Canalha ainda queria mais quando ela pediu pra parar. Ele tentou ainda insistir, mas ela olhou bem sério. Ele obedeceu.

Chegaram ao trabalho suados e descabelados. Ela com as duas maçãs do rosto levemente rosadas após algumas tapas e ele com a blusa pra dentro porque a bainha estava melada da lubrificação da moça. Mas ninguém desconfiou porque os dois eram muito distantes o tempo todo. Ela voltou naquele dia pra casa mais calma, teve uma boa conversa e ainda ficou um ano com aquele namorado depois de perdoá-lo. O Canalha, porém, sabia que alguma coisa estava ruim com ela quando era procurado, sempre subitamente, sempre intensamente. Ele não se importava com o silêncio de todas as vezes. Não se importava em ser usado. Descobriu ter tara na tara dela.

Um comentário:

Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz disse...

Permirtir-se viver o prazer ... uma forma de amar ... amei ...

Beijão