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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Uma informação por favor: Onde fica a Passárgada?


"Lá o tempo espera Lá é primavera Portas e janelas ficam sempre abertas Pra sorte entrar... ...Tem um verdadeiro amor Para quando você for"
(Monte- Brow-Antunes)
"Aproveitar a tarde sem pensar na vida
Andar despreocupado sem saber a hora de voltar"
(Carlos-Carlos)

"Melhor viver, meu bem
pois há um lugar em que o sol brilha pra você
chorar, sorrir também e depois dançar
na chuva quando a chuva vem" (Jeneci)

""Leva-me tu, corremos após ti. O rei me introduziu nas tuas câmaras; em ti nos regozijaremos e nos alegraremos; do teu amor nos lembraremos, mais do que vinho; os restos te amam"
(Cânticos dos Cânticos, versículo 4)

Quando era criança demais pra ser jovem, e velho demais pra ser carregado no colo, ouvi falar de uma tal Passárgada. Não sei se foi um tal Manel ou uma tal Bandeira quem me falou dela. Um dia tomei um porre, um soco na cara ou uma tapa no peito da existência (algo assim) e decidi encontrar essa tal Passárgada sem saber que a procurava, acho. Nessa busca por me perder em algum lugar entrei num chagão ladrilhado com pedras disformes que alguns mais invejosos resumiriam a meros cacos de tijolo. Antes de chegar à Passárgada havia uma escada mal acabada à direita e uma portícula com uma escada desenhada dentro à esquerda. Parecia haver gente ali. Que bom! Seriam testemunhas oculares do meu triunfo, ainda que não fosse dado a eles o privilégio de ver.

Antes da Passárgada havia um portão de ferro de grades grossas e cadeado pequenininho. Depois dele uma porta de madeira bordada de vidro e entre eles uma mulher. Depois da porta havia um piso de madeira. Era muito aconchegante, refrescante, leve... Mas se fosse calor demais eu poderia olhar pra cima e ser abanado por um ventilador lustroso. Se o chão ficasse duro demais - por preguiça, teimosia ou algo assim - ao lado haveria uma cama macia. Mas a cama poderia ficar muito estreita ou entediante, por isso adiante poderia haver uma índia - a mesma moça da porta - preparando comida com direito a sorrisos tímidos e disfarçadamente fogosos.

Quando a comida ficasse muito cheia, por ser amigo do rei, ele poderia me arrumar um quarto espaçoso, onde num extremo houvesse livros ou fotos com recheio de lágrimas, no outro computador encantado com músicas do repertório da mãe d’água e na outra ponta uma cama grande. Caso tudo isso ficasse grande demais, por ser amigo do rei, eu poderia ter a mulher que eu amasse - no caso, a índia. Sentaria encaixado entre as coxas dela sobre aquele colchão caso algum ruído exterior me mandasse ir embora. Mas depois eu fui. E descobri como gozar com isso. Passárgada foi feita pra entrar e sair, ir e vir...


4 comentários:

Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz disse...

"Quando reparam na existência=quando a querem longe, morta, calada. Bela reflexão.
Nos!"

Bem! Toda vez que me ponho a refletir fico assim também a me questionar ... Onde fica mesmo Passárgada?

Eraldo Paulino disse...

Pelo menos é bom ter o que procurar, caro Paulo. Vem comigo...
??

byTONHO disse...



Pa 'sargada'... adocica-se na casa da MÃE Joana!

Quem for verá 'passar o gado' e engôdos!
Dito é feito e o que foi feito do bendito?!

Abraço-tchê!
:o)

Valéria Sorohan disse...

Como sempre arrasa nos seus textos. Também quero ir pra Pasargada.

BeijooO*