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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

ENEM + ou - Vestibular, ainda = funil!

Agora que passou o período de amplo debate sobre o erro na prova do ENEM 2010, gostaria de dar o meu pitaco. Não gosto muito do tom imediatista que a maioria dos articulistas e comentaristas dão aos temas polêmicos na imprensa brasileira, por isso prefiro deixar a coisa fluir nesses casos pra poder me manifestar, uma vez que esse debate vai além de um mero exame falho. No ano de 2010  o Exame Nacional do Ensino Médio veio com a pretensão de torná-lo uma espécie de exame único para o egresso de calouros nas universidades brasileiras, com algumas pessoas da imprensa brasileira até mesmo chamando isso de "revolução" do ensino médio. Muitas universidades acataram, outras não. Mas afinal, o ENEM tem como unificar e simplificar o acesso dos estudantes às UFs? O ENEM presta mais ou menos por ter falhado de forma tão  grosseira nas últimas edições?

Não há como negar que o método avaliativo em si das provas do ENEM são melhores em relação aos vestibulares tradicionais. A interdiciplinaridade, a contextualização das questões, a eliminação de questões decorebas, a necessidade de leitura e real compreensão do problema para a resolução das questões, tudo isso incentiva que os cursinhos e principalmente o ensino médio brasileiro modifiquem a forma robotizada de ser, orienta que cada disciplina seja baseada em muita leitura, etc. Mas apenas substituir uma prova por outra melhor e nacional não resolve o problema do ensino médio brasileiro, nem do escasso acesso dos jovens brasileiros às universidades.

Temos cerca de 24 milhões de jovens no Brasil. Desses, apenas 13,9% estão cursando o ensino superior, o que é vergonhoso. Quase metade dos estudantes que fizeram o ENEM em 2009 tiraram notas abaixo da média. Isso demonstra que só o ENEM em si não resolverá o problema da educação no Brasil. É necessário investir em salários dignos ao profissionais, melhorar a infra-estrutura e o acesso a educação em todos os níveis, só pra começar. É notável o avanço, a construção de novas universidades, e outras coisinhas aqui e ali, mas tudo isso é muito, mas muito pouco. Enquanto não tivermos um método avaliativo que seja mais completo, que leve em consideração as peculiaridades de cada região, que leve em consideração a desigualdade da educação brasileira, que seja feito em mais e melhores etapas e enquanto não tivermos cadeiras públicas de ensino superior para pelo menos 90% da população juvenil brasileira, estaremos muito longe do ideal.

Portanto, o fato de ter dado problemas graves nas duas últimas realizações da prova é algo absolutamente superável. Se o problema do ensino brasileiro se resumisse à boa elaboração e execução do ENEM, estaríamos feitos. Mas o problema do MEC é muito maior. Precisamos de fato de uma revolução na educação brasileira, mas essa revolução está longe de ser apenas o ENEM.

8 comentários:

Suzana Martins disse...

Infelizmente a educação em nosso país deixa muito a desejar, precisamos de uma reciclagem e melhorias.
Até quando vamos seguir assim??

Eu adoro demais o seu espaço, meu querido.

Parabéns!!!

Beijos

Paulo Braccini disse...

é assim q a educação e a cultura são tratados em terras tupiniquins ...

bjux

;-)

disse...

É lamentável isso.

eucilene carvalho disse...

Realmente concordo com o senhor. Imagine que eu sou mãe de uma aluna aqui em Belém do Pará e que a mesma estudo nos melhores Colégios, tendo inclusive concluido o ensino médio no Colégio Marista, onde estuda desde a 4º série do fundamental, não passou na ufpa, porque segundo a avaliação do enem esta aluna tirou 525 na redação. Agora estou falando de alguém que nua fez uma prova final, sua primeira e única reprovação foi nesta ufpa, é a segunda colocada entre os não classificados para o curso de Direito e simplesmente passou em quatro universidades, sendo três em Direito e na uepa foi a 1º colocada no curso de licenciatura em Matemática, cuja nota na redação foi 8,9. Meu questionamentos desde o dia em que estas notas foram liberada são: Qual critérios são usados na correção destas redações? Que ensino é este que me dá a impressão de privilegiar aqueles que tem sorte e detrimento dos que estudam? Enfim gostaria muito de saber porque minha filha tão aplicada já que também foi aprovada em 16º lugar no urso de Direito Da Cesupa? Será que só não teve competencia para passar no enem? Grata, Eucilene.

Alline disse...

Pra mim, Eraldo, o problema começa lá no ensino fundamental. A educação básica melhor e mais estimulante é o início de tudo. Depois, sim, poderiamos falar em ensino médio e superior. Porque sem ter uma boa base não chegamos com segurança às universidades. É ou não é?

Beijo grande, viu?

Valéria Sorohan disse...

Vendo por esse ângulo o ENEM realmente dos males é o menor.

BeijooO*

[Ananda] disse...

Meu voto pra presidente vai pro Eraldo..
é moço enem tem um método bem melhor mas isso não aumentou muito chances não..é um problema.
Bomm ,é isso ,bjss moço><

Daniel Savio disse...

Sabe o que é pior, mesmo criada com um bom motivo, a politica de cota é horrivel, pois simplesmente joga o problema para cima e vezes de se dar uma educação de base para melhor a capacidade do candidato para passar no vestibular...

Fique com Deus, menino Eraldo.
Um abraço.