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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O Canalha - Caça 3



CHÁ DE BEBÊ NÃO É PRA CANALHAS.

O canalha chegou com sua namorada. No ambiente a espera deles, nada de interessante haveria de ter. Por muito pouco ele não ficou em casa vendo algum filme. Seria bem melhor do que ir a um chá de Bebê de uma fulana que ele mal conhecia. Se a namorada dele não fosse tão boa de cama e se o tesão imenso que sentia por ela no atual momento do relacionamento deles não o fizessem quase ser fiel, ele jamais teria ido.

Eles entram.

Na visão dele: Sorrisos e gestos pré-moldados a cumprimentá-los; menos comida aparentemente gostosa na mesa do que ele previa; a irmã mais nova da grávida ao lado dela, mais gostosa ao vivo do que pelo orkut;

Na visão da namorada: Amigos e amigas de longa data comemorando a chegada de mais um membro do clã; uma decoração que ela certamente não quererá no chá de bebê do filho dela; a amiga dela engordou muito mais do que declara.

Na visão da irmã da grávida: O namorado da amiga da irmã tem um olhar cínico; será?;

Enquanto a brincadeira (sem graça) rolava, o Canalha notou que a irmã da grávida estava próxima a comida, e que naquela festa ao menos não se tinha protocolo para comer. Então ele foi lá, atrás de comida. Enquanto ela pegava macarronada, ele se aproximou por trás e quase sussurrou ao ouvido dela:

- Será que eu vou gostar de comer isso?

- Por que não provas pra descobrir? Respondeu ela com o mesmo tom de voz e sem olhar pra trás foi comer mais adiante.

Quando ele terminou de pegar a macarronada, virou-se. No caminho, encontrou com a moça de frente, sentada perto do banheiro e fitando-o. Ela chupava o macarrão de uma forma bem convidativa. Naquele momento ele desconfiou da própria capacidade de abater uma caça tão rapidamente, e desviou o olhar meio sem graça. Mas como não custava nada, ele olhou pra trás e a viu, com aqueles típicos olhares femininos que nos (des) armam, levantar e entrar num lugar que parecia o quarto da empregada, que ficava bem ao lado do banheiro. Os passos dela foram os mais sensuais e lentos que ele já viu alguém dar na vida.

Enquanto voltava para a sala...

Ele reparou: que a mina entrou no quarto, não acendeu a luz e não fechou totalmente a porta; que ainda haviam muitos presentes para serem descobertos na brincadeira chata do chá; que a namorada participava muito concentrada e entusiasmada.

A namorada reparou: o namorado voltava da cozinha com um semblante estranho; que a irmã da namorada tinha ido mesmo se deitar como havia anunciado para a irmã - a namorada do Canalha sabia disso porque perguntou por que ela saiu com uma cara de desânimo. "Sono", respondeu a amiga grávida.

- Onde é que fica o banheiro? Perguntou o Canalha mesmo já tendo visto que ficava bem próximo do quarto da empregada na cozinha.

- Fica por ali. Apontava a grávida, quase não conseguindo falar, tamanha a euforia em que se encontrava.

- Eu vou lá, amor. Apontou com os lábios para a namorada e foi. A namorada nem chegou a consentir, tamanha a atenção que dava à brincadeira correndo solta.

No caminho, ele pensava que de todas as loucuras que já fez na vida, essa era a mais imbecil. Afinal, se desse errado, ele poderia sair daquele lugar morto, ou pior, capado. Mas o instinto dele quase o ensurdecia para qualquer aviso da consciência que o afastassem daquele quarto.

Ele entrou no quarto da empregada, e notou em meio a escuridão que a irmã da grávida estava deitada, de peito pra cima. Ele notou que a chave estava pelo lado de dentro da porta, mas o coração dele começou a arder tanto de entusiasmo que a adrenalina não permitiu que ele fizesse outra coisa que não fosse deitar imediatamente em cima dela.

Estava escuro, mas ele conseguiu encontrar os lábios. "Será que é hoje que eu morro por causa de mulher?" pensou ele durante os poucos segundos que separaram o momento em que ele quase exitou da hora em que ele notou que ela não só abria a boca para receber seu beijo como também abria um pouco as pernas. Ele a beijou. A tocou e tocou e tocou. E, percebendo que definitivamente não era o único maluco ali, correu com a máxima agonia e sutileza que um homem de pau duro pode ter para trancar uma porta. Porta trancada, ele partiu pra cima dela que já estava sem calcinha e a penetrou.

Ele não saberia dizer se aquele beijo ou aquela penetração foram as melhore de sua vida, mas certamente foram as mais perigosas. Eles sabiam que não podiam demorar, então ninguém se segurou - alías, seguraram o máximo que puderam as respirações ofegantes e os gemidos. Em menos de cinco minutos todos ali já haviam gozado.

Ele se vestiu. Abriu a porta lentamente após ter certeza que não havia ruído algum na cozinha. Chegou na sala.

Na visão dele: Pela forma como estão me olhando, eu prefiro que todos achem que eu estava trepando com a irmã da grávida;

Na visão da namorada: Será que esse menino passou mal?

Na visão da grávida: Que minha irmã não tenha nada haver com isso; que minha irmã não tenha nada haver com isso; que minha irmã não tenha nada haver com isso...

- Por que você tá tão suado amor? Sussurrou ela ao ouvido dele discretamente.

- Porque a cagada foi muito boa, amor. Respondeu.
________________
Agradeço aqui, muito honrado, pelo selo que ganhei de Raquel Carvalho do bog Contando Pensamentos.



20 comentários:

Alline disse...

Tão canalha, tão canalha e canastrão com a resposta que me fez rir.

Adorei, delirei, Eraldo!
Beeeeeeeeeeeeijô!

Valéria Sorohan disse...

Esse realmente só pensa com a cabeça de baixo.

Atitude: substantivo feminino. disse...

Fico alegre por ele que arrumou algo melhor para fazer em uma chá de bebê, porque putaquepariu...me explica um chá de bebê!!!
Canalha é pouco, néam?

AGENTE FOOSE disse...

Hehehe... muito bom!!!

Parabéns Eraldo, dei boas risadas aqui!:-) Muito legal, um grande abraço...

Sara disse...

Mt interessante e engraçado Eraldo,
por aqui sempre belas surpresas...
bj

António Rosa disse...

Eraldo

Adorei o conto. Esparrama desejo sexual e sexo por todo o lado.

Excelente.

Ãbraço.

Cristiano Contreiras disse...

Parabéns pelo blog e sentidos, meu caro Paulino! você é incrível e cronista da contemporaneidade. abs e te sigo!

AGENTE FOOSE disse...

Show amigo! Vc está linkado, um grande abraço...

[Ananda] disse...

Canalha demais esse carinha,é verdade,esse cara é meio anta.

tonhOliveira disse...



CANA nêle sô!

Obrigado pela visita no 6V.

Abraço-tchê!

Fátima disse...

rs.. Adorei!
Conheço um idêntico a esse do teu texto, capaz de fazer exatamente assim.

Vc escreve muito Eraldo, diga-se muito bem!

Beijo meu

Chris Costa Lima disse...

Adorei o canalha,ops!Teu espaço.
Voltarei mais vezes.

Um domingo inspirado pra vc.

bjs

Nini C . disse...

Gostei muito do teu texto, qe canalha, rs... Beijos...

Batom e poesias disse...

Quaquaraquaquá!!!

Não sei se achei mais sensual ou mais engraçado.

Que descarado!
bjcas

Rossana

Luna disse...

Quanta canalhice nessa blog, mas gostei, haha.

Bem imbecil a atitude do canalha, como todas são, mas muito excitante, rs.

Gostei deveras do teu blog.

Beijo.

Crônicas do Cotidiano disse...

Perigo...

Essa vida de canalha deveria ter uma tarja preta e os dizeres: Pular cerca pode causar perda repentina de membro! Rs.

Abraço Paulino e ótima e irreverente crônica

Anônimo disse...

imbecil ele?
claroO que não
ela q é!

adoOro canalhas

kelly

Lury Sampaio disse...

Aaaah muuito boom spoksokpskop adorei esse desfecho kk'
Porque eu só encontro desse hein? hehe
beijos.

Raquel de Carvalho disse...

Canalha é pouco...
Afffffff

Beijossss, Eraldooo!

AGENTE FOOSE disse...

Olá amigo!

Kra, eu recebi um selo de uma amiga blogueira. Ela é uma amiga muito importante e diz à regra que vc tem que passar para três amigos blogueiros que comentaram por último! Mas vc é figura sempre presente em blog e eu gosto muito do seu... Então se vc quiser amigo o selo é seu! É só pegar nesse link aqui: http://agentefoose.blogspot.com/2010/08/1-selo-do-blog.html

Um grande abraço...

Leandro Foose.