Existem muitas repartições e até mesmo instituições de ensino (superior, inclusive) que bloqueiam as redes sociais, sobretudo msn, youtube, orkut, facebook e twitter. Paira ainda em mentes da década passada (rápido, não?) a concepção de que rede social é vagabundagem. Existem colegas estagiários que vivenciam a censura até mesmo em assessorias de comunicação de muitos órgãos governamentais. Eu, naturalmente, sou contra o bloqueio a qualquer site no ambientes de trabalho, da mesma forma como sou contra a proibição de conversas descontraídas entre colegas durante o exercício profissional.
Vamos supor que msn, twitter e companhia também não são fonte de informação imprescindível atualmente. Vamos criar aqui a hipótese de que tem razão os patrões ao achar (porque certamente fazem uso dessa forma) que esse tipo de ferramente só serve para bobagens. Ainda assim seria um equívoco bloquear. Ora, se eu contrato alguém, se eu aceito namorar alguém ou até mesmo se eu aceito vender fiado é porque eu parto do princípio que o outro em questão é confiável.Então, não é bloqueando os minutos que o funcionário pode ter de lazer que vai fazê-lo mais responsável. Se eu contrato alguém, é porque quero ver os resultados. Se os resultados aparecem, o que vai me importar se o cara acessa sites x ou y durante o processo? Há empresas mais espertas instalam programas espiões (o que também não concordo) para monitorar o comportamento dos funcionários sem que estes saibam.
Eu penso que tudo e qualquer decisão na vida deve passar pelo crivo do bom senso. E a menos que se contratem crianças (de quatro anos pra baixo), não vejo sentido em bloquear essas páginas. Seria o mesmo que calar a boca dos funcionários para que não falassem besteira, para que não fizessem piadas, para que não partilhassem informações de vez em quando - das mais sérias as mais simples. E pela lógica, se numa empresa algum funcionário deixar de produzir porque fica usando de forma irresponsável o acesso à internet, quem tem que ser bloqueado na empresa é o próprio funcionário, não os sites em si, porque estes são úteis (de forma lúdica ou não) às pessoas, seja pra ter acesso a informações, seja pra dar uma relaxada durante um momento de tensão, ou mesmo pra não gastar telefone e interromper o trabalho pra saber como a filha está se saindo com os estudos em casa.
Mas o que é mais legal mesmo nessa história, é que as empresas barram as redes sociais para que os empregados produzam mais, para dar mais lucro ao patrão em cima do suor dos trabalhadores, para que depois estes, com o salário injusto (porém legal) que recebem possam comprar celulares que acessem as redes sociais. Resumindo, patrão nosso querer bloquear as redes sociais no ambiente de trabalho é tão eficiente quanto pai exigir que a filha case virgem. Ou seja, o ideal é educar pra fazer da melhor forma possível, porque proibir só nos dá mais vontade de fazer.O que vocês acham disso?















