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segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Dois.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
A mão (d)e cada dedo
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Algumas coisas que vocês (e os outros) não sabem sobre mim...
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Hora de reciclar...
Eu (também) sou educador popular. De vez em quando eu me aventuro por esse mundão pra dialogar com pessoas e tentar transmitir algum tipo de informação (como já contei aqui). No caso em questão, no último fim de semana fui dialogar com catadores/as de materiais recicláveis, através de um projeto chamado CATAFORTE, bancado pelo governo e executado pela Cáritas Brasileira do/no Pará. Fui falar com pessoas que estão, talvez, no trabalho que as pessoas menos desejam nesse país, mas que é fundamental para a nossa sociedade. Pessoas que ganham a vida catando e triando o lixo que sai de nossas casas, empresas, escolas, etc. e ajudam a devolvê-lo reciclado. Dessa forma, contribuem para que não fiquemos mergulhados no lixo. Pessoas que, aos olhos de muitos, não tem diferença nenhuma em relação aos mendigos da praça ou aos urubus do ver-o-peso. Pessoas que ganham muito mal (injustamente) e que ainda precisam conviver com o preconceito e a idiotisse das pessoas.
Todas as vezes que forem jogar o lixo de vocês, lembrem de separar lixo seco do não seco. Essa simples atitude pode ajudar e muito os trabalhadores da coleta, sobretudo os que (ainda) atuam nos lixões. Todas as vezes que virem alguém catando material reciclável, pense em como ajudar, pois idiotas para discriminarem, certamente, já há demais. E digo mais: de todas as muitas coisas que tenho feito ultimanente, trabalhar com os catadores é que tem me feito sentir mais útil.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Prêmio Blog de Ouro - eu admiro este blog
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Jesus não tem votos no país dos falsos profetas
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Sinuca de bico
A mercearia ficava bem na esquina. O sol escaldante da Amazônia era completamente inofensivo contra o suor frio do menino. Tudo o que ele queria, era que ninguém mais estivesse na rua. Seu sonho naquele momento era fazer o trajeto de ida e volta da casa até a mercearia (cerca de 100m ao todo) despercebido. Não pode haver vergonha maior para um adolescente com mania de grandeza do que ser visto comprando ovos pra almoçar.
A solução que ele encontra é tirar rapidamente do saco e colocar cada ovo em um dos bolsos da frente de sua bermuda. Como os bolsos eram grandes, ele conseguiu disfarçar pra ela o que era. Ele vai andando com o olhar leve, aliviado, e a encara muito mais regozijando o recém-triunfo do que qualquer outra coisa. Mas para ela, o sorriso estampado no rosto dele era um cumprimento qualquer. Ela fica esperando ele dizer oi. Ele não diz porque tudo que ele quer é chegar logo em casa. Ela passa por ele, e só aí parece que ele volta a respirar novamente. Alíviu...quarta-feira, 8 de setembro de 2010
As mulheres que me odeiam
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Galera, ganhei mais um selo! Dessa vez recebi de um grande blogueiro, Agente Foose, pelo qual tenho profunda admração.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Dicionário pós-moderno
Alouvo - s.m. Entusiasmo da menina indo comprar o primeiro sutiã; do menino indo comprar a primeira revista pornô.
Belicoso - adj. Provocar mulher com TPM.
Pândego - adj. Pessoa no motel na hora de acender o cigarro; Pastor da Universal quando vê entrar na igreja o maior empresário da região pela primeira vez.
Taciturno - adj. Pessoa que calada já está errada.
Tênue - adj. Fidelidade num relacionamento desgastado.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
A Igreja como ela é - Seminário

quinta-feira, 19 de agosto de 2010
O Panteão Cristão

Por volta do século II, um homem chamado Marcião tentou pela primeira vez reunir os livros utilizados pelos primeiros cristãos em seus cultos (prática que nenhuma expressão religiosa do império romano além de judeus e cristãos tinham) numa única publicação canônica. Os cristãos déspotas que hoje usam a bíblia como escudo devem muito a esse cara, por ter tido essa idéia brilhante. Antes disso, todos os “livros sagrados” que conhecemos e outros que provavelmente jamais chegaremos a conhecer (como o apocalipse de Pedro, por exemplo) eram lidos de forma avulsa, dependendo da preferência de cada comunidade. Marcião entendia que o Deus de Jesus Cristo não poderia ser o mesmo Deus dos judeus. Ele não conseguia entender como o Deus que mandava apedrejar mulheres adúlteras poderia ser o mesmo que entregava seu filho para expiar os pecados dos injustos, por isso, dos livros que reuniu, nenhum pertencia aos livros da lei judaica.
É aí que concordo com Paulo apóstolo: De que adianta ter tanto Deus no coração se não amo? Prefiro os que amam, que defendem os mais necessitados e que vivem a sua própria vida sem pisar na dos outros, ainda que sejam ateus. O amor, para Paulo, está acima da fé e da esperança, ou seja, o culto e a Bíblia são ferramentas para nos animar a amar. A igreja é dispensável, o amor não. E só há tantos deuses assim, porque existe muita gente que quer se aproveitar de gente. E o Brasil, mesmo tendo tantos deuses... é o Brasil. Pronto, falei.
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Imagem: extraída do Google, da obra de Portinari.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
O Canalha - Caça 3
Eles entram.
Na visão dele: Sorrisos e gestos pré-moldados a cumprimentá-los; menos comida aparentemente gostosa na mesa do que ele previa; a irmã mais nova da grávida ao lado dela, mais gostosa ao vivo do que pelo orkut;
Na visão da namorada: Amigos e amigas de longa data comemorando a chegada de mais um membro do clã; uma decoração que ela certamente não quererá no chá de bebê do filho dela; a amiga dela engordou muito mais do que declara.
Na visão da irmã da grávida: O namorado da amiga da irmã tem um olhar cínico; será?;
Enquanto a brincadeira (sem graça) rolava, o Canalha notou que a irmã da grávida estava próxima a comida, e que naquela festa ao menos não se tinha protocolo para comer. Então ele foi lá, atrás de comida. Enquanto ela pegava macarronada, ele se aproximou por trás e quase sussurrou ao ouvido dela:
- Será que eu vou gostar de comer isso?
- Por que não provas pra descobrir? Respondeu ela com o mesmo tom de voz e sem olhar pra trás foi comer mais adiante.
Quando ele terminou de pegar a macarronada, virou-se. No caminho, encontrou com a moça de frente, sentada perto do banheiro e fitando-o. Ela chupava o macarrão de uma forma bem convidativa. Naquele momento ele desconfiou da própria capacidade de abater uma caça tão rapidamente, e desviou o olhar meio sem graça. Mas como não custava nada, ele olhou pra trás e a viu, com aqueles típicos olhares femininos que nos (des) armam, levantar e entrar num lugar que parecia o quarto da empregada, que ficava bem ao lado do banheiro. Os passos dela foram os mais sensuais e lentos que ele já viu alguém dar na vida.
Enquanto voltava para a sala...
Ele reparou: que a mina entrou no quarto, não acendeu a luz e não fechou totalmente a porta; que ainda haviam muitos presentes para serem descobertos na brincadeira chata do chá; que a namorada participava muito concentrada e entusiasmada.
A namorada reparou: o namorado voltava da cozinha com um semblante estranho; que a irmã da namorada tinha ido mesmo se deitar como havia anunciado para a irmã - a namorada do Canalha sabia disso porque perguntou por que ela saiu com uma cara de desânimo. "Sono", respondeu a amiga grávida.
- Onde é que fica o banheiro? Perguntou o Canalha mesmo já tendo visto que ficava bem próximo do quarto da empregada na cozinha.
- Fica por ali. Apontava a grávida, quase não conseguindo falar, tamanha a euforia em que se encontrava.
- Eu vou lá, amor. Apontou com os lábios para a namorada e foi. A namorada nem chegou a consentir, tamanha a atenção que dava à brincadeira correndo solta.
No caminho, ele pensava que de todas as loucuras que já fez na vida, essa era a mais imbecil. Afinal, se desse errado, ele poderia sair daquele lugar morto, ou pior, capado. Mas o instinto dele quase o ensurdecia para qualquer aviso da consciência que o afastassem daquele quarto.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Um dia de fúria de um repórter...

- Marcelo D2, se todo mundo sabe que você continua fumando maconha, por que ninguém te prende mais?
- Xuxa, você deixaria a Sasha assistir o Show da Xuxa? E teus filmes antes de ser apresentadora?
- Dunga, você dá um beijo em nossa boca? Afinal, você já nos fodeu mesmo...
- Papa, quantas punhetas um padre precisa bater até chegar ao pontificado? Se não é com o pênis que se consagra nada, porque a mulher não pode ser sacerdote?
- Bispo Macedo, se aparecessem os herdeiros de Cristo, você repartiria toda a fortuna que ganhou manchando o nome do cara e enganando otários(as) oportunistas? Você acha que charlatanismo é universal?
- Parlamentares do Brasil, vocês se candidatariam se a função que exercem funcionasse em regime de voluntariado? Vocês deixariam a gente votar o salário de vocês ao menos? E uma última pergunta: vocês darão um dia direito à aposentadoria para as mães de vocês que trabalham na zona?
- Obama, você demora quanto tempo pra pegar no sono a noite, sabendo que a política econômica por você liderada, diariamente, mata milhares de pessoas de fome, entre elas, principalmente crianças e pessoas idosas?
- Jader Barbalho, você trocaria pelo meu voto a prestação de todas as tuas contas dos últimos trinta anos?
- Hillary Clinton, se você perdoou teu marido que tragava mas não fumava, dava o pau pra estagiárias chuparem mas não fodia, então por que tanto rancor com o Irã que enriquece urânio mas não quer fazer bomba atômica?
- Ronaldo Fenômeno, se até o Faustão emagreceu, por que tu não consegues? Por que você não contrata um personal trainer travesti pra te ajudar?
- Geisy Arruda, sinceramente: você pagou quanto pra te xingarem na faculdade?
- Gugu Liberato, já pensou se idiotice doesse?
quarta-feira, 28 de julho de 2010
O jardim, o muro e o quintal ou As lutas de classe na pós-modernidade

Embora tanto os habitantes do jardim como os ocupantes do quintal precisem de quem está em cima do muro para conseguirem aplicar seu plano de poder, quem habita o lugar mais perto do céu, nas alturas dos tijolos, não se importa muito com nada disso desde que continue se divertindo. E o problema não está no sim ou no não, mas no talvez. E o que seria da lei se não fosse o pecado? Haveria o oi sem o tchau? O problema, de fato, reside mesmo no radicalismo dos moderados.
É óbvio que o muro não interessa a quem está na lama, pois quem está na lama quer mais é chegar no lugar abastado. O muro, como não poderia deixar de ser, serve a quem domina o jardim. Os proprietários do jardim permitem que um ou outro habitante do muro visite ou passe a morar lá, desde que os verdadeiros jardineiros continuem no quintal, ainda que toda a beleza daquele paraíso só exista por causa do suor daqueles trabalhadores. O muro, portanto, é mais do que um refúgio. É uma barreira de proteção, que precisa permanecer assim para que não desabe por sobre a realeza no jardim.
Na verdade, o muro não é o melhor refúgio que existe. Muitos reclamam dos buracos e da falta de acabamento que assola quase toda a extensão da covardia acimentada. Mas, para o desespero dos jardineiros, consertam-se os buracos, reparam-se as pinturas, sem haver no muro quem ouse questionar o próprio muro. O sonho dos jardineiros é que os próprios murenses ajudassem-nos a destruir o muro; para os moradores do jardim, não haveria jardim sem muro. E para quem está em cima do muro... tanto faz. Eis o momento, portando em que não tomar posição torna-se uma tomada de lado da forma mais eficaz e imbecil possível.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Galos, Noites e Quintais - Aventura 3

Só consegui foi dizer a ela que não ia fazer aquilo porque não queria namorar, por isso seria sacanagem (deveria ter dito isso antes, mas tenho extrema dificuldade pra dizer não). Porém pedi pra não dizer contar a ninguém minha "falha". Finalmente, para compensar tudo eu daria um beijo nela. Ela topou. Vestiu-se tão naturalmente quanto se despiu e eu, pra beijá-la, fiz aquele biquinho de selinho e fui em direção à boca dela (ridículo, né?). Quando eu dei por mim ela já tava com a língua dela fincada na minha boca e eu lá chupando. Ou seja, por muito pouco no mesmo dia do meu primeiro beijo também não deixei de ser P.V. Foi minha primeira broxada também. A menina deveria ter uns nove anos e eu uns sete. Ela já havia transado com pelo menos uns cinco meninos e eu nem batia punheta ainda. Obviamente ela contou pra todos os meus amigos minha moleza e no outro dia ela foi trepar com o outro namorado da brincadeira. Eu, sinceramente, na época não entendia patavinas daquela malhação sofrida durante algumas semanas. Nem me importar eu conseguia. Hoje em dia dizer "só se eu te comer" é tão difícil de dar certo...
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Entre as paredes do quarto

E nós
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Eu, tu e a terceira pessoa ou A despedida
- Eu estou chorando, como podes ver.
- Por que tu estás fazendo isso?
- Eu vou casar com ele. Estou muito nervosa, com muito medo, mas nesse momento sei que farei a coisa certa.
- Podes me pedir todo o cosmo que por mais que eu sue para catar de astro a astro eu ainda assim te entregaria sorrindo, mas não me peça para te dar força nisso. Eu te amo demais pra te prender, e seria realmente torturante saber que um inbecil sortudo teve a ousadia de te fazer infeliz, por isso, o meu desejo incondicional que sejas feliz permite-me dizer sinceramente que espero que dê certo, e nada mais que isso.
- Você sabe que desde que te conheci a incerteza é minha mucama, ainda que a escrava da dúvida não seja ninguém melhor do que eu. No baile da minha consciência dançam sem música alguma a felicidade e o desespero incessantemente, mas eu tive mesmo assim que fazer uma escolha...
- Sei que no fundo gostarias que eu fizesse como ele. Te batesse, chorasse, entrasse em desespero ou coisa assim, mas recomendo que desistas, se for o caso. No meu quintal jamais faltou cantoria de pássaros, mas jamais houve uma gaiola. Não sou da tua classe como ele, não sou tão lindo como ele, tua família não me aceita como aceita a ele, mas sei que o nosso problema, no fundo, não está com ele...
- Nós dois sabemos que eu sou uma covarde.
- Não me entenda mal. Sei que cada um decifra o indecifrável de si mesmo. Ainda que concordasse que você é covarde, ainda assim não a condenaria. Se fazes isso é porque sente-se melhor dessa forma. Só uma pessoa muito imbecil pra discordar de sentimentos.
- Pensei em várias formas de desenhar, dançar, cantar ou até mesmo berrar o que vim te dizer aqui, mas não consegui achar forma melhor para dizer do que falar simplesmente que te amo.
- Eu sei, apesar de tudo, que me amas. Eu também te amo de uma forma que Paulo ficaria feliz de ver, pois meu amor por ti tudo suporta, nada inveja e nada toma de assalto para si. Mas nada disso me impede de chorar.
- Você é a melhor pessoa que um dia eu já tive. Vou viver esse momento com outro, porque no labirinto da vida esse é o melhor caminho que encontrei para a felicidade. Não tenho realmente forças para suportar a felicidade e a angústia que seria ficar contigo. Se é minha covardia que é gigante ou meu amor que não é tão imenso assim ou ainda que meu amor por ele é maior, penso que só poderei descobrir vivendo, dando um passo de cada vez.
- Existe algum final melhor do que tchau para isso? Pois não suporto mais falar sobre isso em voz alta. Já não basta o que ficarei falando comigo mesmo no silêncio de minhas insônias vindouras...
- Sim, há uma coisa:

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Imagem: Google.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Pena de Dumbo












